dez 01

Desde que iniciamos o processo de reestruturação da ABPK percebemos que o ponto de partida para nossas ações deveria ser a edificação de um documento oficial que transmitisse os valores e príncipios que tratamos como “Parkour”.

Dessa forma, após reuniões, discussões e debates intermináveis com vários representantes do Parkour Nacional, a ABPK tem o orgulho de apresentar a todos o Manifesto Parkour, um documento que visa esclarer conceitos e definições sobre a prática para que fique claro e transparente a forma pela qual promoveremos nossas atividades.

O Manifesto ainda não está registrado em cartório e, para que todos possam opinar antes disso acontecer, estamos disponibilizando-o para apreciação. Seria interessante que qualquer crítica, sugestão, acréscimo, subtração e opinião fosse direcionada a diretoria. Afinal de contas, esse documento visa representar algo pertencente a todos os tracers: O que é a prática do Parkour, quais conceitos ela abrange e quais valores ela prega. Qualquer discussão gerada em cima desse documento é de nosso interesse e será levada em consideração. Fique a vontade para entrar em contato com o campo de comentários abaixo ou através do email diretoria@abpk.org.br.

Gostaríamos de acrescentar também que durante o 7º Encontro Brasileiro de Parkour disponibilizaremos um momento para apresentarmos o manifesto a todos e ouvir as críticas e sugestões dos presentes.

Expanda o tópico para consultar o manifesto on-line ou utilize o link para baixá-lo.

PARKOUR
Manifesto,Conceitos e Definições Adotados pela ABPK

A ABPK, procurando proporcionar maior entendimento e transparência, manifesta-se neste documento, esclarecendo os conceitos e definições que entende como Parkour, os quais reconhece e procura defender e/ou promover em suas iniciativas e atividades.

O Parkour surgiu na década de 80, em Lisses, na França, criado por David Belle, um ex-militar e bombeiro, que adaptou técnicas militares de deslocamento e treinamento a qualquer ambiente. A prática consiste em movimentar-se livremente de um ponto a outro, utilizando apenas o corpo como ferramenta.

A ABPK entende como Parkour o conceito original, concebido e difundido pelos pioneiros da atividade:

“Parkour é a prática corporal e fenômeno cultural, que se desenvolveu a partir do princípio de se deslocar de um ponto a outro, de forma rápida, segura e eficiente, utilizando apenas o corpo como ferramenta, como disseminado por David Belle”.*
(ABPK 2011)

*Definição oficializada pela associação para fins de divulgação da prática e controle interno de suas ações.

  • Trata-se de disciplina corporal não competitiva, cujo objetivo é avançar em um percurso qualquer através de técnicas de deslocamento – correr, saltar, escalar, etc. adaptada para maior eficiência.
  • Uma forma de fortalecimento consciente e progressivo, com base no treinamento físico — alicerce para o treinamento técnico e mental —, fundamentado na autopreservação e no desenvolvimento continuado. Portanto, a proteção à integridade física e à manutenção da longevidade saudável são partes inseparáveis da rotina de treinamento.
  • O Parkour procura desenvolver plenamente seus praticantes através da auto superação, assim, a cultura ao treinamento árduo beneficia não apenas a forma física, mas passa a integrar a essência do praticante, gerando um ser humano completo, físico, mental e socialmente.
  • Trata-se de uma disciplina, pautada na evolução pessoal, sendo as tentativas/iniciativas de esportivização (instituição de regulamento, competições ou campeonatos, criação de clubes, times ou equipes rivais) incoerentes. Assim não reconhecemos o parkour como um esporte dentro desses critérios.
  • Igualmente, o Parkour não pode ser classificado como esporte radical ou de aventura. O foco concentra-se no desenvolvimento seguro e gradual das habilidades, no julgamento das situações e na autonomia do indivíduo.
  • Intrínsecas à prática e à cultura do Parkour, existe uma ideologia pautada em valores de altruísmo e liberdade, promovendo a solidariedade, o não preconceito e o respeito mútuo.

Assim sendo, a ABPK posiciona-se favorável a praticantes e/ou entidades que resolvam promover a prática desde que compartilhem, defendam e apliquem os conceitos e definições aqui reconhecidos como Parkour de forma positiva perante a sociedade.

52 Responses to “Manifesto Parkour (ABPK)”

  1. Leonard Akira disse:

    Simplesmente Perfeito. Parabens a todos os membros da ABPK pela criação do texto.

    Leonard Akira (Parkour Brazil)

  2. Sky Kunde disse:

    Sendo o meio líquido um dos obstáculos mais desafiadores, perigosos e constantemente ultrapassados pela humanidade, considero uma grave deficiência o fato de praticamente não haver qualquer menção ou incentivo à prática de natação pelos principais divulgadores da atividade.

    • duddu disse:

      Então Sky, eu discordo um pouco do “constantemente ultrapassados pela humanidade”. Eu, como praticante e como cidadão, ainda não precisei ou me vi em uma situação onde precisasse entrar na água por necessidade. Então não considero como “constante”. Porém o seu questionamento é válido e já está contemplado no manifesto.

      Gostaria que você revisse o texto, sobretudo no ponto:

      “O Parkour surgiu na década de 80, em Lisses, na França, criado por David Belle, um ex-militar e bombeiro, que adaptou técnicas militares de deslocamento e treinamento a qualquer ambiente.”

      QUALQUER ambiente.

      Não se faz necessário citar se é urbano, natural, gelo, deserto ou aquático. Dessa forma valorizamos qualquer superação de obstáculos no ambiente em que se encontrar.

      Se o praticante irá ou não treinar ultrapassagens através da água, não cabe a nós definirmos. Porém eu te asseguro que conheço quem o faça.

  3. gustavo imbui disse:

    Sempre me dá certa agunia interna quando se resume a: “O parkour surgiu na década de 80,…, criado por David Bele..”. E a geração toda dos Yamakasi? E o termo q só foi difundido em 90?
    Eu sei que tem que ser definições simples e diretas, mas acho que poderia ter esclarecido esse ponto.

    Outro ponto foi na parte “movimentar-se livremente”. Prefiro o termo “de forma autônoma”, pode parecer que não tem muita diferença, mas creio que dá mais ênfase no desenvolvimento individual e independente do meio ou de ferramentas.

    Gostei muito de ter chamado a atenção pro termo “Fenômeno Cultural”, o que faz uma grande diferença pra diferenciar o Parkour de simplesmente ser eficiente em um percurso.

    Enfim, on geral, apreciei a iniciativa e espero ter ajudado.

    • duddu disse:

      Gust Avo, mas a gente fala da autonomia no seguinte trecho:

      “O foco concentra-se no desenvolvimento seguro e gradual das habilidades, no julgamento das situações e na autonomia do indivíduo”.

      É outro ponto mais especifico?

      Quanto ao que você citou a respeito do Yamakasi, no rascunho do manifesto constava essa credibilização e, mais especificadamente ontem, percebemos que na revisão final acabamos por cortar esse ponto. Pode ter certeza que foi uma ótima puxada de orelha (e que bom que iremos ter você em sampa!).

  4. Rafael Sotero (BUTUI) disse:

    Amo vocês! Ganhei um presente lendo o Manifesto Parkour. Não tenho o que acrescentar, é tudo o que eu sempre desejei. Obrigado à todos da ABPK.
    Por mim pode registra no cartório.

  5. Sky Kunde disse:

    Ah, sim! Quando disse “humanidade” não quis dizer que todas as pessoas já tiveram que passar pela água ou precisarão fazê-lo, pois obviamente não é o caso, mas que é uma NECESSIDADE muito comum por todo o mundo. Aliás, desconfio que há mais pessoas tendo a necessidade de superar a água do que pular um muro.

    Ocorre que não me parece que os praticantes consigam fazer essa fácil associação entre natação e parkour quando se diz “qualquer ambiente”, tanto é que em 2 anos de prática, leituras, vídeos e debates, só lembro de mim mesmo insistindo na questão.

    Creio que o simples acréscimo da palavra “nadar” na comum lista “correr, saltar, escalar, etc.” já seria de grande ajuda para essa conscientização – mas não obrigação, claro.

    []s

  6. jean disse:

    Nadar só encaixa no parkour na parte teórica e filosófica, e ainda assim só através de interpretação da filosofia do pk. Por isso não acho que seja pertinente colocá-lo no estatuto, embora eu goste de nadar.

  7. Rair disse:

    Assim eu gostei bastante dessas novos conceitos sobre o entendimento da “disciplina” parkour. No entando tem algumas coisas que ainda fica meio que papagaio repetindo tudo, pow o que eu penso é que as pessoas de hj em dia devem parar de acessar a google e pesquisar o que é parkour e depois falar o que ela leu em uma apresentação, palestra ou outros… sempre falar que o parkour é isso , isso, e isso… temos de mudar as palavras e o por que.
    parabens pela iniciativa, minhas criticas eu as guardo por enquanto, pois são meio que desnecessarias, parabenss…

    • duddu disse:

      Rair, eu gostaria de te lembrar que a maioria das frases e dos posicionamentos que você chama hoje de “papagaio repetindo” partiram da ABPK. Grande parte do que é repetido de forma aleatória no país como sendo parkour são na maioria das vezes trechos de depoimentos ou da associação ou de membros da diretoria dela. De onde você acha que começou a divulgação de que “parkour não é esporte” e “o certo é parkour e não le parkour”? O que você pesquisa no google foi alimentado por muitos de nós. Não fizemos pesquisa porque obviamente não iriamos pesquisar o que nós mesmos escrevemos. Por esse motivo não há necessidade de “mudar as palavras”. O Parkour mudou? É necessário o amadurecimento das idéias e é isso que estamos tentando fazer. Mas seria um prazer receber suas outras críticas. Como já disse antes… essa é a hora.

  8. Priscilla Magalhães disse:

    Que massa véi.. a galera que não conhece o Parkour ou que conhece e tem uma visão distorcida, vai passar a respeitar (eu espero). Não entendi bem do que se trata, mas é tipo um conceito patentiado, é? Adorei!

  9. Luca Baêta disse:

    Cheguei no meio? kk

    Tenho algumas coisas para falar, por mais que eu não seja o Sábio…
    Eu acho pertinente sim, inserir no estatuto e também o acréscimo da palavra “nadar” na lista das capacidades físicas almejadas (correr, saltar, escalar, etc..). Afinal, quando se firmou que “adaptou técnicas militares de deslocamento e treinamento a qualquer ambiente” é claro que o meio líquido se inclui nesse “qualquer ambiente”, e sendo o Parkour baseado no Methode Naturelle na minha visão é válido.
    Porém, há uma ressalva, quando se fala da filosofia da prática. A natação não me parece muito bem compatível com a filosofia do “ser mais eficiente possível, sem gastar muita energia”. Imaginem vocês que a gente esteja fazendo um percurso que vai de uma margem do Lago Paranoá a outra. Enquanto em terra, usaremos quaisquer técnicas já conhecidas e treinadas diariamente no parkour. Mas e quando a gente for atravessar o Lago (supondo que não houvesse ponte)? Eu não sei vocês, mas nadar aquilo ali gasta energia demais. Por isso, eu concordo em partes com o Jean na primeira frase, mas discordo da segunda. Outra dúvida que tenho…
    O Parkour não é um esporte, muito menos radical ou de aventura. Sendo assim, em qual classificação ou categoria poderíamos inserir esta prática? Acho que a briga para conseguir essa definição continuará mesmo com este Manifesto…

  10. Fallux disse:

    Completo a critica de Imbui.

    Existe certa falta de referencias históricas, acredito que a melhor forma de entender a pratica (e o fenômeno cultural) é estudando seu contexto histórico. Isso quer dizer, o Método Natural de Georges Herbert, o Parcours du Combattante Raymond Belle etc… Devemos lembrar que pratica do Parkour, não se originou espontaneamente, assim, os aspectos, físicos, mentais, técnicos, sociais, ideológicos, filosóficos ou qualquer outro é melhor fundamentado no processo histórico.

    Em outro ponto, um GRAVE problema é a completa ausência de referencias, todo o conteúdo é pertinente, no entanto foi retirado de onde? Sem referencias fidedignas, o posicionamento da ABPK tem propriedade/credibilidade semelhante aos de iniciantes que escrevem para blogs pessoais.

    Por mais que a ABPK reúna grandes ícones e referencias do Parkour nacional e isso confira credibilidade à instituição, pessoalmente, para uma associação que pretende representar a pratica do Parkour no Brasil, não é o suficiente, é necessário estar subsidiada em FATOS, e não em pontos de vista respeitados.

    Assim sendo, um manifesto que norteará todas as iniciativas e atividades da associação, deveria ser mais minucioso e aprofundado. A principio pelo uso de referencias e uma abordagem/explanação histórica detalhada.

    Em outro ponto, o manifesto é subjetivo, para um documento oficial – registrado em cartório etc… – documentos dessa proporção e importância devem ser o mais objetivo possível, afim de não gerar interpretações erradas, ou brechas.

    Pessoalmente acho o texto imaturo, não somente por ele estar inacabado, mas pela linguagem e pouca formalidade. Ainda assim, com todos os problemas de um trabalho inacabado, a iniciativa é louvável e por isso merece mais respeito, estudo e dedicação.

    • Ettore disse:

      Não sei qual a necessidade da explicação histórica sobre o parkour e as influência que um manifesto exige. Mas na minha opnião, nem mesmo incluir os Yamaki se faz necessário<- para entender o que o parkour é hoje.

      Concordo que faltam referências.

      • Fallux disse:

        Ettore…

        Porque ao se explicar o contexto histórico, é possível entender o conceito de Parkour da ABPK. Lembrando que o conceito aqui apresentado não é de autoria da ABPK, dessa forma acho coerende explicar “de onde essas ideias vieram”.

  11. Sky Kunde disse:

    Natação só deixa de se encaixar na parte prática do parkour através da negação da realidade. Me parece um pensamento arbitrário.

    Sendo que a liberdade é algo que deve ser exercido na prática, é exatamente isso que a capacidade de nadar por uma boa distância proporciona.

    Precisão é algo mais prático do que natação? Em que lugar do mundo as pessoas precisam tanto dessa habilidade?

  12. Realmente muito bom! Acho que está completissímo, se alguém tiver algo a acrescentar melhor ainda, mas acho dificil pois ficou muito mesmo.
    Parabéns

    Thiago Conceição ( nego yama ) Parkour New Way – SC

  13. Olá membros da ABPK! Realmente ficou muito bom o Manifesto, parabéns!

    Eu, como um membro do Avancé Parkour Équipe, gostaria de pedir permissão a vocês para publicar também em nosso blog (www.avancepk.blogspot.com) o Manifesto de forma integral, tal qual ele pôde ser acessado no dia 2 de dezembro de 2011. Será preservado a fonte (referência explícita de onde foi retirado o referido Manifesto, nesse caso o site da ABPK). Nosso objetivo será de apenas ajudar na divulgação desse documento, e NÃO é uma tentativa de ferir os direitos autorais do mesmo e seus respectivos autores.

    Desde já agradeço.

    Atenciosamente,
    Avancé Parkour Équipe

    • duddu disse:

      Olá Gabriel, fique a vontade para disseminar o manifesto. Ele congrega o que acreditamos como sendo “Parkour” e iremos começar a trabalhar em cima desses valores no texto.

      Só gostaria de lembrar que esse documento ainda não está registrado. Estamos colhendo as opiniões, críticas de pessoas de todo o país e após ouvir e debater sobre todos os promenores, iremos atualizar para a versão final e aí sim registrar em cartório.

      Mas fique a vontade para divulgar. Na verdade, agradecemos.

      Atenciosamente,
      Eduardo Rocha

    • Esse texto ta parecendo um: “como tentar explicar parkour para leigos em duas folha.”

      O foco ta sendo: O PARKOUR ÚTIL. No papel é lindo, mas não é fato que treinamos assim. A pratica do Parkour nos deixa forte e util (em determinada situação), mas não treinamos para isso literalmente.

      marchar (longas caminhadas),
      correr (normalmente descalço),
      saltar (com ou sem peso extra),
      movimento quadrúpede (andar em quatro apoios por longas distancias),
      escalar (pedras, montanhas, árvores),
      equilibrar-se,
      carregar e arremessar pesos,
      levantar pesos,
      lutar e nadar.

      Fora isso a minha opinião é Gustaf + Fallux.

      • Ettore disse:

        “não treinamos para isso literalmente.”
        Fale por si.

        O motivação de cada um para treinar é subjetiva.
        Apesar do parkour ter tido uma motivação utilitária para ser criado, vc pode praticar parkour por qualquer motivo que ainda não deixa de ser parkour.

        • Na verdade, fale por si e por poucos se o seu foco é utilidade. Poucos porem não errados, não é a quantidade que dita uma regra, mas abrindo os olhos, veremos que a maioria treina o parkour por diversão, e que seu efeito colateral é a EFICIÊNCIA na visão, movimentação, velocidade, força física entre outros.

          *Adendo: Não entendo como os praticantes com mais de 5 anos esquecem que já tiveram outra ideia e visão desta pratica.

      • jean disse:

        Lutar é parkour? Nadar é parkour? Carregar e arremessar pesos? Não entendi seu post nem um pouco, vc nao ta confundindo MN não?

        E por favor, me mostre onde vc fala que o parkour deve ser treinado com esse intuito. Lembro bem de ter deixado claro que o parkour é um meio, não um fim. Isso significa que o que vc faz com ele é vc que decide, se quer se divertir ou salvar uma vida.

        • Mencionei o MN por simples culpa de vocês no exato momento que colocaram o etc. Da entrada para qualquer coisa ali.

          Sobre o determinado motivo do manifesto, como essa mensagem é ‘pós reunião’ minha ideia sobre ele mudou, mas não a opinião.

          Parabéns a todos.

  14. Fillipe Ramos disse:

    Gustaf, Fallux e Kiki – Quando nos propomos a realizar essa empreitada, a minha opinião foi a de estruturar um estudo sobre a história e o desenvolvimento, com referências bibliográficas, nível e linguagem acadêmica. Até os últimos momentos essa permaneceu sendo minha opinião pessoal (ainda pretendo faze-lo), mas ao ver a situação quase deplorável do nível de conhecimento a respeito do parkour de alguns iniciantes, tive que mudar de posicionamento, ao menos como instituição. Isso porque não falo de pessoas que debatem se é esporte ou não, ou que repetem continuamente frases “pré-moldadas”. Os novos praticantes chegam ao cúmulo de não saber onde ou o que é LISSES! Vivemos um período onde o parkour já é razoavelmente conhecido, mesmo que deturpado pela mídia, nos centros urbanos. Realizar um estudo completo e altamente criterioso seria aos olhos de quem recebeu essa visão deturpada apenas uma pilha de papel com palavras que ele não entende. Não vejo o texto como infantil ou inacabado, ele na medida para o tamanho do problema que temos hoje. Pedir a um pré-adolescente que leia uma página e meia é o mínimo, pois o que “queremos” com o manifesto é informar: “Parkour? O básico do básico que vc (iniciante ou curioso) deve saber é …”
    Aí sim! Nesse momento, enquanto o “torniquete” impede a hemorragia, podemos “operar” a “perna danificada”.
    Esse estudo (operação) seria bem mais fácil se TODOS agregassem com seus instrumentos cirúrgicos (informações sobre história, desenvolvimento, didática, material acadêmico, etc).
    O manifesto é o primeiro passo para melhorar a informação dos iniciantes, empreender uma série de estudos e iniciativas, ampliar a união da cena nacional entorno de um ponto.

    Kiki – Na sua posição teríamos um parkour utópico e outro real. Vejo jovens competindo, seja em eventos ou em vídeos (com conteúdo que, tirando as rizadas, em nada me agrega ou beneficia), vejo muito potencial desperdiçado, seja no parkour (como ferramenta social) ou nos tracers (como indivíduos não-pensantes), vejo pouco treino e muita recreação, “danurinhas” e zoações. Quando muito uns poucos movimentos e alguns giros (nada diretamente contra). Esse é o parkour real (que vivemos hoje em dia), mas certamente não é o que devemos e vamos defender! Isso seria nivelar por baixo!
    Agora concordo com você quando me disser: “Seja você a mudança que pretende no mundo!” Se começarmos agora mesmo a busca por viver esse “parkour utópico” em nós, seremos, cada um, exemplo dele, e assim quebraremos o ciclo!

    Fallux – Amigo, sinto-me quase que desrespeitado com o “a iniciativa é louvável e por isso merece mais respeito, estudo e dedicação.”, não apenas por mim, mas pelo Ander, Magrello, Beto, Duddu, Jean, Ana, JJ, JC, Mausama e Santigas. Pois mesmo com todo tipo de problemas pessoais, estávamos dispostos a compartilhar horas e mais horas, usando conhecimento e vivência adquirida durante anos, observando e criticando cada expressão, cada palavra. Tudo para encontrar, mesmo que aproximadamente, o ponto entre o leigo e o não-leigo, o desinformado e o acadêmico, xiita e o que agrega. Isso é sair da zona de conforto e dar a cara a tapa! Trabalhar dentro de suas limitações e se dedicar, sem benefício direto algum!
    Espero honestamente que me compreenda.

    • Fallux disse:

      Acredito que o objetivo presente manifesto é: Apresentar o conceito de Parkour pelo qual a ABPK acredita e trabalha, explicando até onde pertinente sua jurisdição – organizando, regularizando, promovendo etc… – sendo um documento oficial legal (registro em cartório), não se faz necessária uma abordagem didática.

      Sendo esses os objetivos do manifesto, acredito que neste contenha toda informação necessária, seu entendimento.

      Por exemplo: o questionamento do Baeta que permanece sem respostas. Eu compartilho das referencias de pesquisas da maioria dos membros da ABPK e sei que todas as afirmativas do manifesto são coerentes e devidamente respaldadas.

      No entanto, a falta de referencia NO documento, tanto para conceituar alguns termos quanto para subsidiar algumas afirmações, impede seu completo entendimento.

      Falando em “particular”

      Eu entendo, em momento nenhum, se observar, menosprezo qualquer esforço da ABPK ou de seus membros. Tenho contato direto com pelo menos 4 membros e reconheço a competência e dedicação de cada um dos membros da diretoria.

      No entanto, entendendo as proporções deste documento, o manifesto é incompleto enquanto documento oficial, ainda que esclarecedor não atende as necessidades da ABPK completamente.

      ABPK tem inúmeras demandas, fica obvio que os membros da diretoria estão sobrecarregados. Natural que isso impossibilite ou comprometa o desenvolvimento de suas atividades – isso inclui o manifesto.

  15. Lucaslopes PKE disse:

    Gostei muito da iniciativa de defender os princípios da prática e abrir para a participação dos demais praticantes. Não discordo de nada do q foi apresentado até agora, nem acrescentaria nada. no entanto, creio q a participação de todos levará a um consenso perfeito de definição oficializada q muito me animou. Já até imaginei como seria legal se todos usassem uma Definiçao Oficial quando questionados, ao invés de inventar e dizer o q quer sobre parkour. Parabéns aos idealizadores e colaboradores acima!

    Atenciosamente,
    Lucas Lopes

  16. Até porque, se chegarmos a uma unica definição do que é o parkour brasileiro, iremos parar de assistir matérias desgracentas que o praticante fala “o LE PARKOUR é um ESPORTE URBANO(…)”

    Diga NÃO! a esse tipo de reportagem!!!

  17. Gostei, mas vou postar aqui um comentário de um parceiro de treino que eu tbm achei cabível:

    Se vc define precisamente parkour, ele fica limitado áquilo. Se vc deixa uma descrição aberta “do ponto A ao B passando sobre obstaculos eventuais” o limite do parkour é a criatividade humana.
    Toda descrição anterior foi limitante, me oponho a outra futura mais estrita que a vigente

    Vc só precisar descrever bem algo se for pra competição em que em nome de igualdade, paridade de ambos os lados, vc ´precisa deixar claro o q é certo, e o q nao é do esporte. Nao ha competição. No need to define.
    ___
    Flws e bons treinos!!

    • Aprovados disse:

      tem que ver cogienusr um alvará ou algo do tipo tem que ver e complicado isso xd.

    • Marcos disse:

      Acrescentando à frase do Belle.

      “Parkour é a prática corporal e fenômeno cultural, que se desenvolveu a partir do princípio de se deslocar de um ponto a outro, de forma rápida, segura e eficiente, UTILIZANDO O CORPO E O MEIO CIRCUNDANTE COMO FERRAMENTA”

      Afinal, sem ambiente não existe percurso.

      Sempre vão acrescentar algo ao passo que o Parkour for observado e praticado. O ser humano desenvolve o corpo e a mente treinando Parkour, por isso sempre vai desenvolver definições nessa atividade.

      No need to define.

  18. Luca Baêta disse:

    Já que o presente manifesto visa esclarecer definições acerca do Parkour e registrar em cartório… Para que o mesmo ocorra, como já mencionaram, é necessário referenciais bibliograficos por mais que a informação seja pertinente, certo? Pois aqui está a saída: após algumas pesquisas na biblioteca la da faculdade, achei um livro chamado Metodologia do Trabalho Científico, de A.J. Severino, muito interessante para o assunto. Nele, Severino explica que os meios tecnoeletrônicos e informáticos podem ser seguramente usados e citados como fontes de documentação científica quando produzidos de forma pública sendo acessível a qualquer pessoa que deseje também obter a informação. O autor também afirma que não existem ainda normas oficiais que regulamentem tecnicamente esse tipo de referenciação, portanto pode-se proceder, sem prejuízo nenhum da precisão e qualidade da informação. Creio então, por isso, que o material que temos disponível na própria Internet (sites, documentários, matérias sobre D. Belle e PK etc..) possa ser utilizado para dar fundamentação teórica ao Manifesto.
    Acho que, a menos que seja possível contatar o próprio Belle para pedir uma iluminação, devemos utilizar o que tem sido continuamente disseminado mundo afora através de fotos, videos, textos, documentários, entrevistas e o que mais houver, além de nossas próprias opiniões.
    Inclusive, me disponho a pesquisar ainda mais para ajudar a tornar o Manifesto uma realidade. :)

    • Luca Baêta disse:

      Esse vídeo talvez ajude bastante aliás.. http://www.youtube.com/watch?v=myuX_qQATa8 Não sei se já viram, mas de qualquer forma, estou relembrando rsrs :)

    • jean disse:

      “Já que o presente manifesto visa esclarecer definições acerca do Parkour e registrar em cartório… ”

      Não, não é. É só apresentar a visão da ABPK.

      • Fallux disse:

        Logico que é, esclarecer definições segundo a ABPK…

      • Luca Baêta disse:

        Certo, é apresentar a visão da ABPK. Mas, no início do documento, foi dito que “A ABPK entende como Parkour o conceito original, concebido e difundido pelos pioneiros da atividade”. Logo, a visão da Associação é a visão original do próprio David Belle, correto?
        Se sim, o correto a fazer nesse caso é a interpretação impessoal de tudo o que Belle disseminou sobre a prática, já que a visão da Associação corresponde à dele, e redigir o documento com formalidade e clareza, pois como disseram anteriormente “(…) o manifesto é subjetivo, para um documento oficial – registrado em cartório etc… – documentos dessa proporção e importância devem ser o mais objetivo possível, afim de não gerar interpretações erradas, ou brechas.”
        Se não, acredito que a ABPK deveria trocar as palavras iniciais por “A ABPK define o Parkour com o conceito adaptado do original que foi concebido e difundido pelos pioneiros da atividade. Tal conceito é (…)” ou algo do tipo.
        Longe de mim estar atacando a Associação ou caluniando, apenas tento contribuir para a melhora do documento como foi sugerido pela própria. Por ora, é só :)

        • jean disse:

          “Certo, é apresentar a visão da ABPK. Mas, no início do documento, foi dito que “A ABPK entende como Parkour o conceito original, concebido e difundido pelos pioneiros da atividade”. Logo, a visão da Associação é a visão original do próprio David Belle, correto?”

          Em parte. A visão da ABPK não significa a definição parkour. Não cabe a ABPK definir o Parkour. Cabe a ABPK representar os seus associados, e os praticantes.
          A ABPK reconhece a prática de parkour como o conceito de Belle sim. Ele criou o nome, cabe a ele conceituar. Mas o que o manifesto aborda é mais do que isso, é o fenômeno cultural que nasceu a partir disso. É o que a ABPK compreende, defende e representa.
          Um trecho que foi omitido do manifesto nessa revisão, que deverá ser re-incluído, é que a ABPK também reconhece outras práticas de origens semelhante como parte do fenômeno cultural, tais como ADD dos Yamakasi – embora tenha uma definição, filosofia e “objetivo” declarado diferente.

          O documento não visa ser um artigo científico, a referência definitiva, visa apenas definir o comprometimento da ABPK.

          O documento NÃO VISA SER A DEFINIÇÃO DO PARKOUR. O documento visa guiar o trabalho da ABPK e prover transparência para com a comunidade em relação a isso.

    • Liliam disse:

      What a great recrouse this text is.

  19. Felipe Guimarães disse:

    Boa !! vale a pena repensar o nome Manifesto, esse terno foi muito utilizado nos anos 60/70 mas hoje é pouco usual porq remete muito a época dos manifestos, não se usa mais.. visão de historiador.

    • duddu disse:

      Olá Felipe, sabe nos informar que outro nome judicialmente falando seria válido para esse tipo de documento? Curiosamente eu fiz uma pesquisa e consultei um advogado e as duas fontes de busca me trouxeram manifestos ativos e atuais. Esse termo, manifesto, realmente encontra-se em desuso? Como falei antes, se puder nos informar a respeito do substituto equivalente… agrecedemos!

  20. Nony~tracer disse:

    Ai… Achei muito boa essa ideia, por mim ta muito bom, pode levar pro cartório la.
    E só pra constar… Gostei da ideia do Sky Kunde, a agua é um meio pouco explorado no parkour(quase zero…), sei que não é uma obrigação, mas eu como tracer a 10 meses acho que seria bom que tivesse-mos(a todos os traceurs) treinos em meio aquatico, mas… É só uma idéia.
    Valeu galera, até mais.

  21. Marcel disse:

    eu msm sky adoro o ambiente aquatico ate coloco os meus videos caso vc precisa se pular de uma ponte num rio de conrrenteza nadar ateh chegar nas suas margens e tenso ass vezes cehgando na margen tem q escaar correr..emfim aodrei o texto qualquer ambiente
    depende da mente e imaginação da pessoa pra saber usar o ambiente da melhor forma possivel….

  22. Randal disse:

    O debate aqui está pausado a tanto tempo que me é presente um certo receio em manifestar algum comentário. Mas, em todo caso, nada custa complementar. Não sou praticante ativo, porém creio que uma tentativa de definição para o Parkour seja basicamente uma expressão/manifestação artística, pois é instintiva e inerente à cada praticante, e cultural. Digo isso tendo como base as variadas “origens” da prática, citadas aqui e em diversas fontes, e não da nomenclatura, a interpretação pessoal, a interpretação coletiva, a revitalização e potencialização individual e o impacto social de remodelagem cultural. Trocando em miúdos, Parkour é arte, é cultura e faz parte de cada um de nós.

    Sem mais,
    Randal R. J. S.

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